quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Meu filho vai ser jogador de futebol. Ao contrário do ético, a bola virá antes do lápis e do caderno. Vejo que estudar vinte anos, se formar e trabalhar dez horas por dia é sinônimo de ganhar pouco e ser infeliz. A única saída pra uma vida cercada de luxo, mulheres e carrões - pausa para um suspiro - é sendo um camisa dez.

Sua primeira matrícula será na escolinha. De futebol. Que aprenda a andar por lá mesmo. E quando crescer, nada de lição de casa antes dos chutes diários na parede. No país do ludopédio, engenheiro e professor não valem um Tostão.

Em uma roda de amigos, fale que estudou no colégio X, o melhor da cidade. A conversa vai continuar e você permanecerá sem atenção nenhuma. Mas experimente dizer que jogou no Juniores do Bangu, ao lado do Wanddertinho Mineiro. Olhe pros seus colegas e verá a cara de admiração e surpresa de cada um.

Vou educar meu filho pra se tornar o adulto mais estúpido que conseguir. Quero mostrar como se bate em um carro e em uma mulher. Quero ensinar como se faz o Hang Loose na hora de posar pras fotos. Quero mostrar como se xinga treinador. Só assim se tornará um craque completo.

O nome eu ainda não sei. Mas terminará com 'son'.

1 comentários:

anderson disse...

belo post, bem irônico... haha

só não entendi a última frase, qual o preconceito? hm. kkkkkkk zoa

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