terça-feira, 1 de março de 2011


Há tempos a Torcida não tinha alguém que se fazia tão importante. É agoniante ver o que o Dentuço é capaz de fazer com três jogadores na marcação. Ele não toca pra trás e nem força lateral e nem cava faltas. Gaúcho dribla os três, olha pra um lado, toca pro outro, e sorri. Sorri eternamente, aliás.

E o que mais espanta - talvez por escassez de talentos - é que ele sabe encontrar o equilíbrio entre a firulagem e a responsabilidade. Esta última, inclusive, separa os homens dos guris: Pra uns, a 10 é um presente divino. Pra outros, um fardo.

"Aquele gol..." foi diferente. Ele pegou a bola e ficou sério. Ficou sério! Olhou pra um nó específico da rede e jogou. Com a mão, provavelmente. E antes da bola beijar o filó, antes mesmo dela chegar na metade do trajeto ao gol, já se via - e ouvia - gente comemorando. A segurança de um rubro-negro é absurda. Tão absurda que às vezes falha.

Talvez por isso temos fama de marrentos. É a capacidade de inventar que previu a glória. É a superioridade marota de falar "eu disse...".

Ronaldinho obedeceu Carmen Miranda. Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí. Abriu o Carnaval rubro-negro.

Curta a festa da carne com moderação. Mas sem freio.



Abraços e Saudações Rubro-Negras, Yuri E.

2 comentários:

Matheus Macário disse...

É o Bonde do Mengão sem freio..♪ o clima na Gávea está muito bom...todos muito a vontade...e a resposta disso são títulos.

anderson disse...

texto show mlk kkkkkkkkkkkkkkk muito bom...
carnaval sem freio ♪ vamos ganhar a taça rio

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